TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO - TEPT

À espreita do medo

O que é o transtorno de estresse pós-traumático?

É um transtorno que se faz presente por meio de um trauma.

Para que aconteça o transtorno de estresse pós-traumático, é necessário que antes tenha acontecido alguma situação muito forte, traumática, geradora de medo. A partir disto, a pessoa começa a desenvolver um estado de alerta, com recordações recorrentes do evento traumático.

Envolvido por sofrimento, o indivíduo revive o fato constantemente (flashback).

De forma inconsciente, ele pode tentar evitar as emoções, com intuito de não fazer contato com as lembranças do trauma. 

O transtorno de estresse pós-traumático, está cada vez mais comum, pela experiência tão de perto de vítimas da violência, que só aumentam a cada dia em nosso país. 

 

Se antigamente o homem vivia na selva e enfrentava os perigos característicos do local, atualmente o homem da cidade também se depara com diversas situações de risco. Principalmente de violência como assalto, sequestro, agressão física ou psicológica, acidentes, desastres naturais, entre outros.

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Qual a faixa etária para desenvolver o transtorno de estresse póstraumático?

 

Qualquer pessoa poderá desenvolvê-lo, do adulto à criança, do homem à mulher. 

DEPRESSÃO MAIOR

 

Conceito

TRANSTORNO DE PÂNICO 

Conheça os sinais...

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA 

Conceitos - TAG

Exemplos de situações traumáticas - no transtorno de estresse pós-traumático

Podendo se concretizar ou não: abuso, sequestro, assalto, violência, terrorismo, desastres naturais, tentativa de homicídio...

Por que algumas pessoas desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático, mas outras não?

Algumas pessoas vivenciam cenas terríveis, mas não desenvolvem o transtorno de estresse pós-traumático, enquanto que outras sofrem situações menos sérias e ficam traumatizadas. Fatores sociais, biológicos e psicológicos estão envolvidos nessas variações.

Neste quesito, também é importante a rede de apoio que o sujeito tem, pois isso favorece sua resiliência.

Conheça o passo a passo

do transtorno de estresse pós-traumático

Primeiro é necessário que tenha ocorrido um evento impactante, no qual houve o risco de integridade física, com a própria pessoa ou com outra, mas que ela presenciou, ficou sabendo ou vivenciou de verdade. No entanto, essa situação foi geradora de pavor, desespero e tensão.

Posteriormente essa pessoa começa a vivenciar novamente tudo aquilo - no terreno psicológico. Podendo ter sonhos perturbadores, angústia, recordações intrusivas: com percepções e sensações de reviver aquela experiência, também pode acontecer de ter alucinações, ilusões e episódios dissociativos.

 

Eu não sou o que aconteceu comigo.

Eu sou o que escolhi para me tornar.

Carl. G. Jung

Assim, o sujeito tem fortes reações desconfortáveis em situações que lembram o evento. Por outro lado, ele também pode esquecer de alguns momentos, como se estivesse apagando da memória algumas coisas que vivenciou durante o perigo. 

Diante desse sofrimento, ele começa a tentar fugir de tudo que é associado ao trauma: lugares, pessoas, atividades, pensamentos - assuntos referentes ao trauma. 

Entretanto, atividades que ele gosta de fazer e planos de futuro - vão ficando distantes dele.

Essa pessoa pode apresentar alguns comportamentos devido ao transtorno do estresse pós-traumático: irritabilidade, agitação, demora para dormir ou continuar dormindo demasiadamente, estado de alerta, dificuldade de concentração, se assusta frequentemente...

Como não se acostumar com o transtorno de estresse pós-traumático

Volte a ser você mesmo!

 

 

Transtorno de estresse pós-traumático - Prevenção

A prevenção é um ato de amor da pessoa.

 

Ninguém está livre de um dia adoecer, porém, podemos cuidar do nosso corpo físico e mental, para que assim, a resiliência se fortaleça.

 

É sempre interessante implantar mudanças no modo de viver, como realizar uma boa alimentação, praticar esportes, reservar um momento para o lazer e para cuidar de si mesmo.

 

Procure também desenvolver boas relações, incluindo estar próximo de pessoas positivas. Também, aprender a olhar para dentro de si mesmo e fazer contato, observando os desejos, necessidades, criando objetivos.

       

Como perceber a hora de buscar ajuda?

É importante que a vida continue, mesmo após eventos traumáticos.

Se você percebe que sua vida não está do jeito que gostaria, se observa os sintomas tomando um espaço bem maior do que deveriam, é necessário que algo seja feito.

 

O impacto que uma situação perigosa tem na vida das pessoas pode variar muito. Porém, já percebi pessoas com o transtorno de estresse- pós traumático sofrendo demais, inclusive sendo afetadas nos campos  socioambiental e psicoemocional.

Se a situação em que ocorreu o trauma foi muito difícil, imagine viver na na espreita do medo? 

Sensação de impotência diante dos sintomas, falta de autonomia e liberdade para gerir sua vida, é isso que acontece quando o problema se torna excessivo.

Percebo na clínica de psicologia que muitas dessas pessoas têm dificuldade para falar o que sentem. Seguram a angústia durante muito tempo, e quando chegam na terapia é porque já não estão mais conseguindo reduzir a pressão que sentem, e elas querem de fato um alívio para as próprias dores.

Desta forma, é importante buscar ajuda, quando perceber que não está conseguindo lidar com tudo isso sozinho.

Por outro lado, sem o devido cuidado, o transtorno poderá progredir e gerar consequências (risco de comorbidades).

A psicoterapia é vista com otimismo no transtorno de estresse pós-traumático. Entretanto, o psiquiatra precisa ser consultado também em grande parte dos casos.

"Abrindo os olhos" você encontra a sua vida, sendo construída no dia a dia, em cada desejo, em cada ação!

Maria Cristina Santos Araujo
Psicóloga SP - 06/108.975