Bullying o que é

Como identificar, consequências, prevenção

Uma cena impactante que retrata uma situação de assédio escolar. No centro, uma garota morena de cabelos cacheados está com a cabeça baixa e o corpo retraído, expressando profunda vergonha e tristeza. Ao seu redor, um grupo de jovens a envolve em um semicírculo; eles apontam os dedos em sua direção e exibem sorrisos de escárnio, rindo abertamente da situação. A imagem ilustra o tema "Bullying, o que é?": simboliza o desequilíbrio de poder e a violência psicológica sistemática. Representa o isolamento da vítima e o impacto devastador da humilhação pública, destacando como o comportamento agressivo do grupo busca anular a identidade e a dignidade do indivíduo

Composição

  • Vítima: aquele que sofre as agressões
    Espectador: o que assiste e não faz nada
    Agressor: condutor dos atos

O que é o bullying?

O bullying possui seu termo em inglês, remete a atos intencionais e agressivos que se repetem contra alguém.

O bullying pode acontecer no trabalho, na vizinhança, no meio familiar, na escola (principalmente). 

A gravidade do bullying está relacionada ao mal que pode causar a vítima.

O bullying sempre existiu

Desde tempos antigos, as diferenças nunca foram bem toleradas, o desejo de humilhar, de se sentir bem diminuindo os outros sempre existiram e hoje não é diferente.

Raramente encontramos alguém que nunca tenha passado por alguma situação constrangedora, ocasionada por outra pessoa.

Antigamente o bullying que ocorria nas escolas, nas universidades, na sociedade – ficava mais camuflado. 

Hoje talvez a gravidade das situações, recorrência, exposição dos meios de comunicação, tenha popularizado o termo bullying.

De que forma o bullying é praticado?

Uma imagem enigmática e sugestiva que apresenta uma mulher com expressão séria, olhando diretamente para a frente. Em suas mãos, ela segura uma máscara facial branca, de design simples, que também exibe um semblante sério e inexpressivo. A mulher parece estar no ato de posicionar a máscara em seu próprio rosto, como se estivesse prestes a assumir uma nova persona. A imagem ilustra o tema "De que forma o bullying é praticado?": simboliza as múltiplas faces e as táticas dissimuladas utilizadas pelos agressores. Representa a ideia de que o bullying pode ser exercido de diversas maneiras – de forma velada, direta, online ou presencial – muitas vezes por indivíduos que se escondem atrás de uma "máscara" de frieza, anonimato ou falsa superioridade para causar dor

Pode ser praticado de forma direta e física

Direta

Bater, roubar, entre outros. 

Indireta

Calúnias, difamação, xingamentos, entre outros.

Alguns desses comportamentos podem passar despercebidos, sendo considerados como brincadeiras, mas não são.

Como saber se o seu filho sofre bullying?

Uma imagem conceitual e instigante que apresenta uma peça de xadrez em destaque, posicionada diante de um espelho. O mais intrigante é que o reflexo da peça no espelho mostra uma cor ou tonalidade diferente da original, sugerindo uma alteração ou distorção. A iluminação e o foco na peça e seu reflexo criam uma atmosfera de introspecção e questionamento. A imagem ilustra o tema "Como saber se seu filho sofre bullying?": simboliza a mudança na identidade e no comportamento de uma criança que é vítima de assédio. Representa a sensação de "não se reconhecer mais" ou de se sentir forçado a ser alguém diferente devido às pressões e agressões externas, evidenciando que o bullying pode mudar a forma como a criança se vê e se apresenta ao mundo

Algumas características importantes para observar nas vítimas de bullying:

  • Mudanças repentinas no jeito de se comportar;
  • Falta de ânimo;
  • Doenças psicossomáticas;
  • Dificuldade para prestar atenção;
  • Nervosismo;
  • Depressão;
  • Impulsividade;
  • Introspecção;
  • Ansiedade;
  • Queixas físicas como cansaço, dor de cabeça, mal estar no estômago…

Os responsáveis devem interferir caso desconfiem de bullying.

Os pais podem observar o comportamento do filho fora de casa. Se for preciso devem perguntar aos amigos, professores – sobre como andam as coisas na escola?

O bullying não  prejudica apenas o jovem no momento presente, mas poderá acompanhá-lo pelo resto da vida, em forma de trauma, baixa autoestima, entre outros problemas associados.

Outra questão a ser avaliada pelos pais, é se a criança é muito agressiva, porque ela pode ser autora de bullying. Neste caso, ela também precisa de ajuda.

Pesquisas têm mostrado que o comportamento desmedido na infância e na adolescência pode continuar a crescer no decorrer da vida adulta, levando a delinquência. Além de que a falta de empatia só favorece a uma sociedade desigual e opressora. 

Quem é o praticante de bullying?

Uma cena de exclusão social em ambiente escolar. No centro, um garoto loiro que usa óculos aparece com uma expressão de profunda tristeza e abatimento. Ele está cercado por outros jovens que, em um gesto de zombaria, riem e apontam os dedos diretamente para ele, criando um cerco de humilhação. A imagem ilustra a pergunta "Quem é o praticante de bullying?": simboliza a dinâmica de poder onde o agressor (ou o grupo de agressores) utiliza a vulnerabilidade da vítima — neste caso, enfatizada pelo uso de óculos e pela postura retraída — para afirmar uma falsa superioridade. Representa a necessidade de entender o que motiva aqueles que atacam, destacando que o praticante muitas vezes se esconde atrás do comportamento de manada e da intimidação coletiva

Características do praticante de bullying

Praticar o bullying não faz bem ao agressor, que também pode vir a sofrer de problemas psicológicos no futuro.

O praticante de bullying pode apresentar algumas características:

  • Tem atitudes agressivas;
  • Ele se mantém no controle do bullying por meio de ameaças, forçando a vítima a ficar em silêncio;
  • Possui de alguma forma mais poder ou força;
  • Geralmente acusa a vítima de ser responsável pelo maltrato que sofre. Ela, por sua vez, se sente culpada por acreditar ser verdadeiro o demérito recebido.
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O bullying de forma geral é ruim para quem pratica e para quem sofre. Será que chegou o momento de olhar para suas experiências? Agende atendimento online.

Medidas escolares contra o bullying

Uma imagem carregada de simbolismo e cuidado, mostrando o detalhe de duas mãos que sustentam juntas um laço amarelo, símbolo da campanha de prevenção ao suicídio. O gesto de segurar o laço em conjunto transmite uma mensagem de solidariedade, apoio mútuo e responsabilidade compartilhada. A imagem ilustra o subtítulo "Medidas escolares contra o bullying": simboliza a conexão direta entre o combate à violência escolar e a saúde mental dos alunos. Representa o papel da instituição de ensino como uma rede de apoio ativa, onde a colaboração entre educadores, pais e alunos forma um "laço" de proteção capaz de identificar o sofrimento precocemente e salvar vidas, transformando o ambiente escolar em um lugar de acolhimento e esperança

A camuflagem da agressão durante o bullying

A escola é um lugar plural, cheio de diversidade, também é um espaço em que o jovem está longe de sua família (fora da proteção).

Contendo um número grande ou não de alunos, a escola é geralmente um espaço difícil de fiscalizar minuto a minuto tudo aquilo que acontece. 

Lugares mais escolhidos para a prática de bullying

Muitas vezes, essas agressões ocorrem de forma camuflada, em momentos que não há adultos por perto.

O banheiro é o lugar predileto para os praticantes de bullying. Justamente por ser um espaço onde não há câmeras de segurança, onde a vítima obrigatoriamente precisa usá-lo. 

O bullying também costuma acontecer nas trocas de aulas, saída e entrada da escola.

O que a escola precisa fazer para evitar o bullying?

  • Esclarecer sua posição referente ao bullying;
  • Atuar com prevenção – trabalhando a empatia dos alunos e a conduta de ajudar o próximo;
  • Chamar os pais dos agressores para conversar – deixar claro os passos disciplinares;
  • Separar momentos para dialogar com os alunos sobre conceitos de cidadania;
  • Penalizar os responsáveis pela agressão;
  • Promover atividades criativas que abordem o assunto;
  • Conversar com os pais das vítimas e orientá-los;
  • Tomar medidas necessárias quando verificar que supostas brincadeiras já passaram dos limites.

Suporte familiar não pode faltar​

De que forma os pais podem ajudar na prevenção do bullying?

  • Incentivando em casa o respeito as diferenças quer seja racial, cultural, econômica;
  • Precisam ficar atentos caso desconfiem que o filho seja autor de bullying, interferindo nesse sentido;
  • Devem contatar a escola quando perceberem algo diferente;
  • Os pais não podem agir com indiferença, esperando que a criança vítima resolva a situação;
  • Devem tentar esclarecer a criança (vítima) de que não deve se culpar pelo que aconteceu;
  • Precisam procurar ajuda profissional, caso percebam mudança persistente no comportamento da criança, onde ela por sua vez, não quer falar o que está acontecendo.

Mudança de escola é o mais ideal a fazer em caso de bullying?

A mudança de escola às vezes é o caminho mais rápido que os pais encontram para resolver o problema. O jovem também se usa dessa estratégia como um meio para escapar do bullying. Porém, muitos são surpreendidos quando a mesma situação se repete em outro lugar.

Muitas vezes, o jovem chega a nova escola com resquícios do que aconteceu. Acuado e com timidez, ele se comporta com receio de sofrer tudo novamente, podendo nesse momento ser notado por outros alunos que são praticantes de bullying. 

O agressor é aquele que busca constante encontrar uma vítima para seus atos.

E, portanto, cabe ao jovem ter uma nova postura, mesmo que seja difícil para ele. Porém, há casos em que é necessário buscar ajuda psicológica também.

O bullying pode marcar fortemente a criança e o adolescente, por fazê-los conviver com tristes lembranças de uma época tão importante que é a infância e adolescência. É importante que o jovem se fortaleça e, saiba que outros também passaram por isso, mas tiraram de um momento difícil grandes experiências.

“Abrindo os olhos” percebemos que não há tempestade que dure para sempre, que às vezes não dá para esperar passar, temos que aprender a caminhar durante ela.

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Maria Cristina S. Araujo

Psicóloga Clínica SP – 06/108.975

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