AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Amar e não ser amado

 

 

Por que amamos demais?

O amor tem um lugar especial na vida do ser humano. 

 

O desejo de encontrar alguém, é o caminho para experienciar a intimidade com outra pessoa, vivendo o amor romântico.

É por esse encontro tão almejado, que muitos esperam encontrar "alguém especial" um dia.

 

Graças a esse encontro, o indivíduo deixa de escrever sua história sozinho, para compartilhar a dois. Até isso acontecer, ele vive a espreita de encontrar a outra parte que lhe falta. Entretanto, nem todos seguem por esse caminho.

Quando acontece a paixão, ninguém quer perder o ser amado. Porém, a dor está presente no ato de não querer vivenciar novamente, "aquilo que ele mesmo "era" antes de encontrar o ser amado.

Desespero, dor, angústia. Esses sentimentos costumam tomar conta da rotina, principalmente quando se ama, mas não é correspondido.

Quando você ama e não é correspondido, é como se tivesse ido embora uma parte do próprio corpo. Para recompor isso, é preciso de muita coragem, para enfrentar o novo dia sem a possibilidade de ter o ser amado.

Já atendi no meu consultório de psicologia muitas dores, mas a dor de amor é tão profunda, que fere como se alcançasse a alma.

       

LUTO

 

Superando a perda

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Alguns têm dificuldades para estar num relacionamento amoroso de forma saudável. Entretanto, mesmo encontrando uma pessoa bem especial, não é garantia que jamais sofrerá um dia. Por essa razão, é sempre importante cultivar o amor próprio.

Como é viver um amor não correspondido? 

Pessoas que não se amam - mas amam alguém

É de grande valor, que as pessoas possam continuar se amando, mesmo que apaixonadas.

 

Sabemos que no início da paixão, existe uma fusão, onde os dois amantes se tornam um único ser, passando a partir disso a compartilhar tudo juntos.

 

Entretanto, também é esperado que com o passar do tempo, essa confluência se encerre, para que ambos possam viver cada um a sua existência. Voltando a se unir em certos momentos, para compartilhar a vida à dois. Porém, algumas pessoas não conseguem se desvencilhar disso, e então, a confusão começa.

Quando o indivíduo vive misturado com o parceiro, ele não consegue separar as partes que são dele (ideais/opiniões/atitudes), quanto às características que fazem parte do outro.

Dentro dessas condições, ele também costuma exigir que seu parceiro seja igual a ele. Pois, não tolera as diferenças, que esse outro possa apresentar. 

O problema acontece, quando esse sujeito se perde de si mesmo, permanecendo em simbiose com o parceiro afetivo. Quando atendo casos assim, eu costumo conduzir essa pessoa para a consciência de quem ela é, pois até aquele momento ela pode estar perdida.

Por essa razão, por mais forte que seja uma paixão, ambas as partes precisam continuar tendo vida própria, sem dar lugar para baixa autoestima, ciúme e falta de confiança em si.

Perder alguém é diferente de se perder

Pessoas que tem autoestima e se apaixonam, vivem integralmente com ela mesma e também com o outro.

Não estão livres de problemas, assim como todo mundo. Mas, vivenciam a flexibilização para lidar melhor com elementos emocionais.

 

Tais pessoas não ficam correndo atrás de quem não as quer. Mesmo que sofram, o amor próprio falará mais alto. 

As pessoas que se amam não estão livres de pontos fracos, mas estão atentas para melhorar. 

 

Aquela pessoa que tem amor próprio, também estremece com o fim de um relacionamento ou com um amor não correspondido. Porém, ela mantém a própria integridade em funcionamento. 

O que a dor de amor provoca?

 

A imensa dor de saber que não é amado

“Não me valorizou, depois de tudo que eu fiz!"

Algumas pessoas fazem de tudo pela relação, até mesmo quando não é necessário. Elas se esforçam demais, tentam ir além do esperado. Entretanto, um dia o indivíduo é surpreendido, pois a relação não mais existe e o amor não é correspondido. O que sobra nesse caso, muitas vezes é um sentimento de desvalor, que costuma doer muito.

 

Portanto, evite fazer coisas pensando em ser reconhecido ou em ter algo de volta. Mas, atue com o coração feliz, pois assim, a alegria que te contemplará já será sua satisfação, o seu ganho. Quando fazemos algo esperando que no futuro o outro reconheça, é meio complicado, porque aquilo que foge do "aqui e agora" é incerto e cheio de casualidades.

Existe também, aquele sujeito que evita olhar para a dor de não estar sendo correspondido. Então, ele  passa a responsabilizar o outro pela infelicidade que sente. Enquanto, a responsabilização não acontecer, a superação dificilmente ocorrerá também.

Culpar o outro pela dor que está sentindo, resolve a própria dor?

    

Quando se culpa o parceiro pelo amor não correspondido, se evita aprender com o passado e também não se elabora a situação. Assim, se corre o risco de manter a pessoa amada no presente, eterna em seu coração.

 

Toda situação que não é resolvida, o sistema providencia de manter a energia circulando em volta disso, te lembrando a todo momento que aquilo ainda existe. Em consequência, você percebe que ainda não está livre para seguir adiante. 

"A felicidade não nasce sozinha. Ela surge de suas ações."

Dalai Lama

Amor não correspondido que não é elaborado, provoca falta de preparação para um próximo envolvimento amoroso. 

 

Pessoas que vivem o fantasma do passado, podem atuar de modo automatizado no futuro, passando a agir com desconfiança ou procurando encontrar semelhanças com o que já foi vivido. 

 

É comum um relacionamento que deixou marcas profundas, provocar insegurança e medo. Com isso, o sujeito fica tendencioso a atribuir um sentido negativo na relação (não provocado pela experiência com a pessoa atual, mas provocado pela pessoa do passado - que representou sua dor).

Culpar a si próprio pela dor que está sentindo, resolve a própria dor?

Pensamentos de uma pessoa que se julga responsável pelo amor não correspondido:

 

  • “A culpa foi toda minha, porque fiz isso e aquilo.”

  • “Eu não sou nada, por isso não tive valor.”

  • "Meu parceiro encontrou outra pessoa melhor que eu."

  • "Eu não tenho qualidades para ser amado."

Culpar a si mesmo não retira a dor sentida, mas afeta a autoestima, que é tão importante para vencer essa situação. É necessário que a reflexão ocorra, de um jeito que favoreça a elaboração e a conclusão de uma situação que já foi.

 

Tudo que existe no mundo está em constante transformação, inclusive você. Desta forma, aquele que sofre por um amor não correspondido, não pode se paralisar frente a um coração partido.

Coisas de "amor não correspondido"

 

O que diz a ciência sobre o amor não correspondido?

 

Em algum momento, cada um sentirá medo de não ser correspondido no amor. Mas, a dor de um coração partido existe mesmo?

 

Um estudo realizado pelo professor de psicologia Ethan Kross, da universidade de Michigan, mostrou que as regiões do cérebro que eram ativadas quando os voluntários sentiam tristeza, eram as mesmas de quando eles sentiam dor física. 

 

Sendo assim, a pesquisa mostrou que o sentimento da perda é associado a dor física também.

 

A dor de amar e não ser correspondido, é um acontecimento que envolve o indivíduo por completo, por isso o sofrimento é bastante intenso.

A dor da perda só acontece quando existe o amor

   

No momento da perda de um amor, são tantos os sentimentos que ocorrem: mágoa, tristeza, inconformismo,  medo, desespero, saudade, pesar, ciúmes. Com tantos sentimentos envolvidos, a pessoa sente um desespero para sair daquela situação, mas é preciso de tempo e paciência. 

     

Mas você já percebeu que algumas perdas não fazem a menor diferença? Porque a perda só ocorre quando existe o amor. E, se perpetua quando há investimento e significado, por parte da pessoa que sofre o amor não correspondido.

Aprendendo a viver com a ausência

do amor não correspondido

 

Tentativas para fugir do amor não correspondido

Para evitar a solidão, algumas pessoas procuram se envolver num outro relacionamento. Elas não lidam com aquelas partes que precisariam encarar delas mesmas. Muitas dessas pessoas sofrem, porque entram em relacionamentos não muito positivos. Em sua rotina, o sujeito vivencia o medo de ficar sozinho e de não dar conta do próprio "vazio".

Na minha experiência de consultório, já presenciei fatos tristes e expressões de profunda dor. Percebi também, pessoas deslumbrantes, porém, marcadas por relacionamentos abusivos.

Em relação a dor de amor, existem dois tipos de pessoas que procuram a terapia. A primeira se refere a um estilo de personalidade que não quer se envolver profundamente no seu próprio processo. 

Essa pessoa procura a terapia por desespero, mas não consegue  continuar. Em poucas sessões ela foge. Interrompendo desta forma, de fazer contato com o que sente e a impede de desenvolver relacionamentos saudáveis. Infelizmente, pessoas assim, podem se tornar "vítima das circunstâncias".

Para essas pessoas vivenciar o término de um relacionamento é muito sofrido. São pessoas que têm mais experiência com o sofrimento.

Entretanto, a grande maioria que busca terapia psicológica, aprende  a  dedicar tempo e esforço, em busca daquilo que é necessário para elas mesmas.

 

Elas estão dispostas a se superar a cada dia, estão prontas para encarar uma terapia, lidando com conteúdos do inconsciente, lidando com a relação terapêutica.

Essas pessoas conseguem ouvir o terapeuta, assim como são capazes de dar vazão aos sentimentos mais profundos que carregam dentro delas. São pessoas abertas para a vida, mesmo que tenham levado alguns tombos.

Como não ter medo de amar novamente?

Desenvolva o amor por você

 

O amor próprio primeiro precisa acontecer em você. Essa é a estrutura inicial para se amar outra pessoa. Então, se fortaleça! 

Amando e respeitando inicialmente você mesmo, perceberá que esse amor pode ser refletido em todos os lugares que descortinar. 

Na ausência do amor próprio, o medo toma conta. Na presença do medo, você verá risco em vários lugares, produzindo cada vez mais medo.

 

A energia que você tem, provavelmente vai alimentando o medo, pouco a pouco, até te deixar com uma vida sem sentido. Você já ouviu falar em sensação de "vazio"?

 

Se o medo tem uma proporção grande em sua vida, pergunte a si mesmo: "Estou focando minha atenção nas coisas importantes para minha vida ou no medo?" 

Focando no medo, você está aberto para o amor?

Se atente ao seu próprio medo

Quem sente medo não está aberto para receber o amor, pois seu foco está em se proteger.

Se você está tão preocupado, é porque provavelmente não está aberto para amar e ser amado. Seu foco não é no amor, mas provavelmente no receio que sente em não ser correspondido.

 

Talvez, isso mostre que você precise focar sua energia em sentimentos mais positivos. Sem os sentimentos positivos, você fica com medo. Assim, mesmo que encontre alguém bem especial você poderá desconfiar, sem que haja necessidade para isso, gerando um caus.

Por outro lado, quando você gosta de alguém, essa pessoa acaba por ter sua autorização para se aproximar de você, não é verdade? Porém, se você temer a aproximação, isso pode bloquear seus relacionamentos. 

 

Viva com menos expectativas tanto positivas quanto negativas, procurando não prejudicar o senso de realidade. Observe cada situação para atuar com assertividade. 

Viver um amor por outra pessoa envolve sentimentos positivos. Se isso, não acontece, avalie se vale mesmo continuar com isso.

 

"O amor não se vê com os olhos, vê com a mente; por isso é alado, é cego e tão potente."

 

William Shakespeare 

Não fique na defensiva o tempo todo

Se você sofreu por não ter sido correspondido no amor, é provável que guarde alguns resquícios da situação, e, receie sofrer tudo novamente.

 

Mas, saiba que se você ficar na defensiva o tempo inteiro, não poderá ser espontâneo, e, o outro sentirá você pouco à vontade na relação.

 

Evitar se mostrar, não faz acontecer a intimidade na relação, principalmente se você está com medo de não ser aceito.

Não desista de ser feliz porque você sofreu um dia

por um amor não correspondido

AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Saiba que até você encontrar a pessoa certa, alguns relacionamentos se romperão. Por essa razão, siga em frente até encontrar seu par romântico.

      

Ao se deparar com o amor, todos nós precisamos entender que a relação poderá durar ou não, trazer felicidade ou não, mas algumas repostas só o tempo poderá nos trazer.

      

Para superar a insegurança e o medo, é preciso ter autoestima, sabendo que pode confiar em si mesmo em qualquer situação difícil.

Todo relacionamento traz suas lições e, somos nós que mudamos entre "chegadas e partidas" de um amor.

      

Não se pode deixar que traumas tomem conta da vida. Tudo pode ser superado, até mesmo um coração partido. Mas, é preciso deixar que as coisas caminhem por si. A felicidade vem para quem está aberto para ela.

Caso você tenha vivido um grande amor, mas não foi correspondido, é importante que avalie a situação realisticamente. Caso, perceba que não há mais volta, enfrente essa dor, aprenda a viver com a ausência do outro, mas com a cabeça erguida.

Para vencer um amor não correspondido, é necessário cessar o investimento que foi colocado no outro, e isto se faz pouco a pouco. Procure ir voltando a atenção para si mesmo, para suas necessidades, sonhos, objetivos, cuidando da saúde, tendo amigos, falando com as pessoas, ou seja, vivendo no presente tudo aquilo que é preciso.

"Abrindo os olhos" para o amor entendemos que apenas aquilo que é verdadeiro permanece até o fim!

Maria Cristina Santos Araujo
Psicóloga em São Paulo - 06/108.975