COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

O desejo de ser aquilo que não é

 

Complexo de superioridade - como identificar?

Sabe aquela pessoa de nariz empinado, altiva e exibida? Talvez seja alguém com complexo de superioridade. Entretanto, não podemos confundir com uma pessoa que tem autoestima e autoconfiança.

Autoestima e autoconfiança são elementos primordiais para se viver em harmonia, saúde e satisfação, mesmo não tendo uma vida perfeita (se é que existe). São sentimentos que remetem ao bom reconhecimento de si mesmo, junto com a sabedoria de confiar nas próprias atitudes. 

A atuação do complexo de superioridade na vida de uma pessoa é autônoma e inconsciente.

O que é o complexo de superioridade?

O complexo de superioridade é envolvido de sentimentos. Esses sentimentos estão no inconsciente, se expressam por meio da compensação e projeção.

 

As pessoas que vivenciam isso, frequentemente deslocam os seus possíveis sentimentos de inferioridade sobre outras. Assim, todos que estão ao seu redor são inferiores.

 

São pessoas que geralmente se comportam de forma egocêntrica, interessadas com a satisfação dos próprios desejos. Sem limites muitas vezes, não consideram as necessidades dos outros.

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Complexo de Superioridade

 

Como as pessoas demonstram seu complexo de superioridade?

Alguém com complexo de superioridade tem propensão a se apresentar de forma exibida e egocêntrica.

Mantém uma imagem idealizada de “si mesmo”, demonstrando-se enaltecida por características de poder e valor.

Essa pessoa aprecia se enaltecer, deixando claro as características que lhe conferem o imaginário título de superioridade, podendo ser a beleza, conquistas, status, dinheiro, roupas, meio social...

O complexo de superioridade passa qual imagem para os outros?

O sujeito com complexo de superioridade procura dar um jeito de se colocar acima dos outros, mesmo sem perceber o que está fazendo.

 

Pode em alguns momentos rebaixar o outro, por possíveis defeitos ou desqualificações.

Seu jeito de falar soa grosseiro, quando não toma o devido cuidado.

O indivíduo costuma dizer o que pensa, sem se interessar se está magoando o próximo. Se opõe a opinião dos outros com força, para mostrar que ele manda na situação. 

 

A cabeça que encontra a solução, é a mesma que elabora o problema.

Leandro Karnal

Também, desmerece com facilidade as conquistas alheias. Sua postura altiva, provoca incômodos nos outros e intimidação.

Geralmente essa pessoa não faz esforços para ser simpática com as outras. Mas espera que de alguma forma, seja respeitada e reconhecida como "a melhor", pois se sente merecedora para isso.

Como a pessoa se protege?

Costuma também, se manter emocionalmente isolada à maioria das pessoas. Pois, não confia em ninguém, teme ser traída, explorada ou invadida.

Também tende a nutrir expectativa excessiva em relação ao seu próprio desempenho.

Se sente vulnerável caso apareça alguma incompetência. Assim, procura se estruturar em suas habilidades e na luta pelo poder. Mas, é no outro que costuma projetar sua fragilidade. 

Algumas dessas pessoas passam anos assim, sem saber o que é ter uma amizade de verdade, um bom relacionamento romântico, sendo que até sua família pode se afastar em casos extremos.

Caminhando solitariamente, dificilmente elas tocam e são tocadas pelo afeto.

Veja como nasce o complexo de superioridade

Como identificar o complexo de superioridade

​Segundo a visão de Alfred Adler - complexo de superioridade

Toda criança é dependente de cuidado externo. Aos poucos ela vai se dando conta, que para sobreviver, precisa que alguém a cuide.

 

Ela tem consciência de que está sempre sobre a guarda de alguém, de que não consegue fazer suas coisas sozinha. Assim, se sente inferiorizada. Contudo, esse sentimento de inferioridade acompanha a criança até certo tempo.

Acredito que você já tenha percebido uma criança nos seus dois a três anos de idade, que fica respondona, não quer obedecer, faz birras.

A rebeldia da criança, dá sinais de que ela está tentando criar autonomia, porque quer diminuir o desconforto que sente. Esse movimento é esperado e também necessário para o seu desenvolvimento.  

Uma criança independente é cheia de autoestima e auto suporte. Entretanto, os pais devem respeitar o limite do desenvolvimento cognitivo dela. Pois, se eles forçarem uma criança pequena, de forma excessiva, para ter autonomia, provavelmente ela sentirá o oposto àquilo que eles querem.

O que eu penso sobre o que dizem a meu respeito?

Não penso. Dispenso!

Mell Barcellos

Alguns indivíduos não conseguem superar os próprios sentimentos, fazendo-se estabelecer o complexo de inferioridade. Com relação a isso, existem pessoas que reagem de forma antagonista ao complexo de inferioridade, procurando ser superior. Assim, surge o complexo de superioridade.

Prejuízo x Superação

Complexo de Superioridade

 

A socialização no complexo de superioridade

As pessoas com complexo de superioridade se percebem sozinhas em dado momento. 

 

Geralmente essa pessoa não entende porque os outros se afastam dela. Ela geralmente não analisa o próprio comportamento. Ela não percebe que o comportamento dela faz com que as pessoas se sintam desprezadas ou desmerecidas, sendo que ninguém gosta de ser tratado assim.

Com tendência a culpar o outro e a observá-lo (para encontrar várias lacunas), ela deixa de refletir sobre o próprio comportamento, dificultando sua transformação.

Essas pessoas precisam encontrar meios para flexibilizar o modo como agem. É preciso que se percebam no relacionamento com o outro, conscientizando-se das provocações que faz.

Contato empobrecido no complexo de superioridade

Geralmente o indivíduo é cheio de defesas, prefere ficar no racional, do que no instintivo. 

 

Assim, o contato com o mundo interno é mais empobrecido, refletindo isso em suas atitudes no ambiente, que geralmente se tornam ineficientes.
 

 

Estar no "aqui e agora", é unir nossa atenção e a nossa consciência. 

 

Fritz Perls 

Quais os desafios da pessoa no complexo de superioridade

O desafio para esse sujeito está na interação. Apresenta dificuldade para "trocar" com o ambiente, para então deixar fluir o diálogo espontâneo. Ele prefere controlar do que relaxar.

 

Enquanto uma pessoa vive várias experiências, esse sujeito passa a maior do tempo com teorias sobre "o que é viver". Enquanto uma pessoa "sente", ele racionaliza "o que é sentir".

Já vivenciei muitas vezes essa situação no meu consultório de psicologia. Onde essa pessoa fica amarrada, se segurando, para não fazer contato com os próprios sentimentos.

 

Acredito que essa linda reflexão de Carl G. Jung explica bem isso: "Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo, para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão."

Dentro dessa explanação, o complexo de superioridade pode trazer prejuízos, se fazendo acumular grandes amarguras dentro dessa pessoa. Não pense que ela não sofre, pois isso é um grande engano. 

A solidão costuma bater forte quando os anos passam, e ela não consegue mudar as circunstâncias dos acontecimentos que a desfavorece socialmente. Pense nisso quando você um dia encontrar alguém assim. 

 

"Abrindo os olhos" para si mesmo, se transforma o mundo, inclusive o interno!

Maria Cristina Santos Araujo

Psicólogo São Paulo - 06/108.975