ALIENAÇÃO PARENTAL

Quando a separação se torna prejudicial à criança

 

O que é a alienação parental?

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A alienação parental é uma forma de abuso psicológico, que causa perturbação afetiva na criança.

     

Esta síndrome costuma ocorrer em famílias em que a convivência é extremamente difícil.

      

A alienação parental atua contra a criança psicologicamente, e, pode criar nela um conflito entre o amor e o ódio por um dos pais.

          

A alienação parental precisa ser melhor compreendida, devido estar cada dia mais presente em nossa sociedade, aliada ao aumento de separações no mundo inteiro.

Quem é o principal causador da alienação parental?

   

Geralmente é realizada por uma figura muito próxima a criança, costuma ser um dos genitores. Entretanto, também pode ser feita a alienação pelos membros da família, amigos e outras figuras que tenham a função de cuidar da criança.

As pesquisas mostram, que a mãe na maioria dos casos, assume a figura de alienador. Talvez seja porque, ela é quem geralmente fica com a guarda.

  

O ideal, é que a separação não afete "a relação de pais e filhos".

Mas, com o intuito de atingir o ex-cônjuge, na alienação parental, a criança acaba sendo usada como uma arma. Onde o principal objetivo é fazê-la detestar e se afastar do outro genitor. Em alguns casos, a criança é levada também a detestar as pessoas mais próximas dele: avós, tios, primos, amigos...

No meio da alienação parental está à criança, que fica privada do amor e do relacionamento familiar com ambas as partes, tão necessário para o desenvolvimento emocional e psicológico. 

SEPARAÇÃO

 

Como a criança encara isso?

SÍNDROME DO IMPERADOR

 

O pequeno grande autoritário

A ARTE DE CRIAR AUTOESTIMA NA CRIANÇA

 

Conceito e dicas....

Alienação parental - comportamentos

 

 

Atitudes mais observadas na alienação parental:

  • Omite informações importantes, no que se refere a médico, escola, datas comemorativas, entre outras situações, no qual, seria importante a presença dos pais;

  • Faz escolhas importantes para a criança, sem pedir a opinião do outro responsável;

  • Esconde os presentes que a criança ganha do genitor e afins;

  • Cria passeios, compromissos de última hora - para impedir as visitas da outra parte;

  • Instiga na criança comportamento de agressão contra o genitor alvo;

  • Faz a criança se lembrar de fatos sem importância, como se fossem negativos, enquanto que estes são apenas recordações comuns;

  • Faz a criança escolher entre uma das partes;

  • Reforça a ideia de que o outro não é bom para ela;

  • Não deixa que a criança mantenha contato fora das visitas estipuladas;

  • O alienador se coloca como vítima, fazendo com que a criança fique do seu lado;

  • Faz a criança temer em desagradá-lo e, a ameaça de perder o seu amor;

  • Faz observações desagradáveis, a ponto de desqualificar o outro genitor em todos os sentidos;

  • Levanta calúnias em relação a moral do outro. Muito comum haver acusações falsas do uso de entorpecente, agressões e atos ilícitos;

  • Coloca a criança para vigiar o genitor, passando todas as informações que observa, como também pode se tornar a transmissora de recados e ameaças.

Conheça as sequelas deixadas

pela alienação parental 

A alienação parental é extremamente prejudicial a criança. Havendo provas verdadeiras, o juiz pode tirar a guarda do alienador.

 

Fatores como a idade, maturidade, traços de personalidade, tipo de suporte externo que a criança tem, são elementos importantes que influenciam nas sequelas da alienação.

      

É muito importante que os pais antes de praticar alienação parental pensem bem. Pois, mesmo uma criança saudável poderá apresentar quadros de depressão, de dupla personalidade, ansiedade, transtorno de imagem, entre outros problemas psicológicos. 

É possível observar em alguns casos, o surgimento de agressividade, medo, isolamento, insegurança, propensão ao uso de entorpecentes (quando adolescente), ideação suicida.

É preciso que os pais analisem: se vale o risco de expor seu próprio filho, numa situação que favoreça o surgimento de transtornos psicológicos, até mesmo grave e, muitas vezes sem volta, como acontece ao suicídio.

A separação mesmo que seja um processo dolorido, não precisa chegar a um ponto onde, a criança seja impossibilitada, no direito de manter o contato com ambos os pais.

Além dela estar no processo de desenvolvimento da personalidade, também é na infância que surgem suas primeiras impressões afetivas, no qual afetará em sua vida futura.

 

A criança é capaz de perceber os sentimentos mais sutis à sua volta: desprezo, felicidade, conflito, mágoa, tristeza, raiva. Desta forma, sentimentos e sensações negativas, a criança pode facilmente direcioná-los contra ela mesma.

 

Para que ela se desenvolva mais tranquilamente, é preciso que seus pais colaborem para lhe oferecer um ambiente tranquilo, que favoreça o amor e o respeito.

O que acontece à criança que é vítima

de alienação parental?

 

 

Falsa memória

O alienador também pode criar (em casos extremos) falsa memória na criança. Para que ela seja capaz de relatar situações que nunca ocorreram, diante de um juiz, por exemplo.

 

Uma falsa lembrança bastante utilizada é a de que o ex-cônjuge abusou dela sexualmente ou a agrediu fisicamente.

O que acontece com a criança no futuro?

Até então, a criança não sabe que é mentira toda a história que escutou. E, vivenciará os resultados de tais agressões como se fossem reais, podendo ficar com sequelas de um trauma.

Dependendo da forma de acusação inventada, a criança ainda é submetida a procedimentos desnecessários no campo judicial (perícia física e avaliações com psicólogo), o que também pode ser um fator estressante para ela - sendo totalmente desnecessário.

 

A mentira não só faz a criança sofrer no presente, como também, poderá lhe gerar uma culpa grande no futuro. Principalmente se ela descobrir que, contribuiu de alguma forma para prejudicar um de seus pais.

"Uma criança que sofre com a alienação parental pode ser uma vítima falsa, mas com sintomas reais."

Maria Cristina S. Araujo

A alienação parental coloca em risco a formação da personalidade da criança e do seu desenvolvimento saudável. 

 

Para garantir o direito de conviver em família e ter um desenvolvimento sadio, foi estipulada a lei n° 12.318 de 2010.

A pessoa que pratica alienação pode usar requintes de crueldade, pois, utiliza o filho como objeto de sua própria vingança. E, desta maneira, não pode ficar com a guarda.

Auxílio psicológico em caso de alienação parental

Consequências da alienação parental

Na alienação parental, todos os envolvidos, podem precisar de ajuda psicológica, inclusive a pessoa que ocasionou todo o conflito.

Sabemos que a separação não é nada fácil. Porém, a vida precisa continuar, mesmo que diante a fortes dores emocionais.

É possível sobreviver após uma dor, incluindo a de um término de relacionamento. O que não é ideal, é o sujeito vivenciar o presente, norteado por um passado que jamais voltará.

Se você observar que é uma das partes prejudicadas, busque ajuda, pois seu filho poderá sofrer muito se a alienação parental continuar acontecendo.

Se observar alguém próximo a você está passando por essa situação, compartilhe seu conhecimento, mostre que há recursos para isso, tanto psicológico quanto jurídico. Evite a alienação parental!

"Abrindo os olhos" para o amor próprio fazemos aquilo que é certo, não aquilo que parece fácil!

Maria Cristina Santos Araujo
Psicóloga SP - 06/108.975