LUTO

Dicas para superar a perda

 

A dificuldade de falar sobre a perda

Em nossa cultura, o homem se afasta de temas que o angustia - um deles é a morte.

Em sua tentativa de não sofrer, deixa de viver com intensidade, nega a morte e ao mesmo tempo não abandona a angústia de sua existência.

 

O luto é um processo que está na vida de todos nós. Porém, só existe quando há um amor, um vínculo que tenha sido rompido.

O "estado de luto" pode ocorrer devido a perda de um ente querido, status social, trabalho, animal de estimação, amor, objetos. Mas este artigo tratará sobre o luto pela morte de um ente querido.

Comportamento de esquiva frente ao luto

Muitas vezes, o indivíduo que está enlutado é incentivado a não sofrer, pois para as pessoas que estão próximas, é difícil vê-lo angustiado.

 

Também ocorre da própria pessoa enlutada exigir de si mesma a elaboração rápida de tudo o que aconteceu. Para ela é difícil conviver com a dor, principalmente dos primeiros dias.

 

Outros precisam fazer tantas coisas ao mesmo tempo, como organizar-se financeiramente, formalizar inventário, que acabam deixando para depois olhar para os próprios sentimentos.

O luto de um ente querido é um processo que gera sofrimento, dor e angústia. Por essa razão, o sujeito que o vivencia - deseja se afastar da dor - evita pensamentos e sentimentos advindos da perda.

 

As pessoas que passam por isso precisam saber que "luto evitado é luto mantido".
 

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Ajuda na superação do luto

Viver o luto é estar numa incerteza que se resume na pergunta: "Para onde foi aquele que amo?"

 

A presença concreta da existência do ente querido, era tudo que se tinha antes da perda. Por essa razão, dói tanto todos os dias não ter mais aquela singela presença. Você concorda? 

 

Quando ocorre a morte, também acontece uma descontinuidade daquilo que já estava acostumado. Assim, a vida nunca mais será do jeito que sempre foi - isto é a perda - que também é a representação da dor.

A perda provoca um vazio, que era preenchido pela presença do outro, que agora não está mais ali.

Atravessar o luto é: desinvestir pouco a pouco o apego naquele que se foi - até elaborar sua partida. Não significa deixar de amá-lo, mas de acostumar dia após dia sem aquela presença maravilhosa, procurando mesmo assim, ficar bem. 

O luto elaborado é uma forma de amar aquele que se foi: além de sua presença física.

 

O luto superado é a forma de amar aquele que se foi: guardando a sua lembrança e sentindo uma eterna gratidão por ter dividido uma etapa da vida juntos.

 

Se emocionar com as lembranças e as marcas deixadas por aquela pessoa especial, reconhecendo o valor que ela tinha, é uma forma de amá-la eternamente. É tornar-se grato pela oportunidade de um dia tê-la conhecido, e, de ter permitido que sua presença lhe tocasse com amor. Isso é um "amor diferente", que não se destrói com a morte, mas que se reconfigura e permite que a vida continue daqueles que ficaram, apesar da grande dor.

Desta forma, tanto podemos seguir adiante ou parar nossa jornada frente ao luto.

       

 

 

 

"Nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vêm."

Martin Heidegger

Como viver com a perda de alguém muito querido?

Superação do Luto

O que fazer no dia a dia?

É importante que a pessoa enlutada volte com sua rotina pouco a pouco, lembrando que agora as coisas serão diferentes, onde ela precisará se adaptar.

Quando eu atendo casos de luto no meu consultório, percebo que quando as pessoas começam a reagir, elas ficam com medo principalmente do que os outros vão pensar. Mas nesse momento o que pouco importa são os outros, eles provavelmente estão bem, mas é a pessoa enlutada que precisa se recuperar. As pessoas que a amam de verdade vão apoiar cada passo de enfrentamento que der.

Na minha prática clínica vejo que muitas vezes, a própria pessoa não querendo sair do luto, porque acha que estará deixando partir o ente querido novamente, e ela não quer se sentir egoísta e nem culpada. Na terapia eu trabalho com ela a elaboração desse momento, mas percebo que é muito dolorido.

A pessoa que está enlutada quando começa a retomar a vida, passa a investir sua energia também em outras esferas, principalmente aquelas que ficaram de lado enquanto estava muito triste. Entretanto, pessoas que preenchem a rotina com várias atividades, com intuito de esquecer o ente querido, não superam facilmente a perda.

Vivendo um dia de cada vez para não ter depressão e ansiedade

 

Quem foge da dor, corre o risco de ficar angustiado por muito tempo.

Entretanto, em nossa cultura a morte é um tema deixado um pouco de lado. E, entramos em contato com ela justamente quando uma pessoa amada parte.

 

Nossa cultura ensina a ignorar a morte, assim, nos passa despercebido o tempo com aqueles que mais amamos. Sempre deixamos para depois aquilo que verdadeiramente importa, até que a morte vem e nos tira aquela pessoa tão especial - sem avisar.

Mesmo que a dor seja difícil, procure viver um dia de cada vez. Não entre num estado de ansiedade,  querendo estar lá na frente, onde a dor não mais existe. É preciso paciência para se vencer o luto e não entrar na depressão.

Dicas para superar o luto

 

 

Para não viver as sensações que só o luto provoca, algumas pessoas tentam ignorar a morte do entre querido. Pois, existe a crença de que agindo assim, fecharão o luto, mas isso pode não acontecer.

A falta de tolerância frente a dor, adia a superação e diminui a flexibilidade da nova vida sem a pessoa amada.

O ideal é olhar de frente para a situação, não negar, sentir toda a tristeza possível, chorar todas às vezes que tiver vontade, sentir o pesar pela perda.

 

É importante também que a pessoa enlutada não se feche tanto, que aceite receber carinho e apoio daqueles que lhe são significativos. 

 

Como a dor é muito grande, é importante que a pessoa enlutada procure não deixar que as coisas fiquem mais difíceis. É preciso que se alimente, converse, olhe para dentro de si e veja de que forma pode se ajudar. 

É complicado para todos aqueles que perdem alguém importante manter a rotina. É comum não ter vontade de fazer as atividades, não olhar para o futuro de forma positiva, não ver graça nas coisas e também ficar com medo de perder outras pessoas.

 

"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!

Mario Sergio Cortella

Porém, é preciso muito amor próprio nesse momento, carinho das pessoas mais próximas, fazer parte de grupos em comum. Conversar com outras pessoas que passaram ou estão passando pela mesma situação pode ser fortalecedor.

 

As pessoas mais próximas por sua vez, precisam ter paciência, dando espaço para que a pessoa enlutada possa falar à respeito do que aconteceu, e também possa explanar mais sobre o que está sentindo.

Infelizmente, muitas vezes são essas pessoas mais próximas que  incentivam o indivíduo enlutado a negar o luto, mas isso não resolve a questão.

As pessoas mais próximas também não sabem lidar com a angústia advinda do luto do outro, então elas também, se refugiam no afastamento da situação. 

Por outro lado, algumas pessoas enlutadas se fecham também, não querem se relacionar, guardam sentimentos, tentam esquecer. Mas com o tempo, suas energias se esgotam para manter o afastamento do processo de luto, e, elas tendem a enfrentá-lo. 

Dependendo do impacto no qual o contexto da morte se deu, a pessoa enlutada não consegue manejar muito bem a situação, vindo a precisar de auxílio profissional.

Jacques Cousteau disse uma vez: "Aceito a morte não por ser inevitável, como também construtiva. Se não morrêssemos, não apreciaríamos a vida."

Viver a perda de uma pessoa querida é algo que marca para sempre. Mas é possível um dia se lembrar daquela pessoa especial com saudade, amor e gratidão.

"Abrindo os olhos" aceitamos que a vida segue um ciclo. Nesse movimento aprendemos que amar não é somente físico!

 

Maria Cristina Santos Araujo

Psicóloga em São Paulo - 06/108.975

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